sexta-feira, 15 de junho de 2012

Um Tapa na Brasília


No ano passado, quando foi lançada pela HotWheels, a Brasilia foi motivo de comemoração por muitos, inclusive por mim. Um clássico como esse merecia finalmente ser celebrado em uma mini e a Mattel até que foi razoavelmente fiel ao modelo.

O que nunca me agradou foram as cores. Não importando se são fiéis ou não às cores originais, o azul-calcinha-metálico e o verde-abacate-fosco nunca foram as minhas cores favoritas.

 

Fiquei animado quando percebi que a Mattel relançaria a Brasília este ano em novas cores. Eu tinha esperança por um vermelho metálico...  Mas chamas?  "Flames" em uma Brasília é como um Aerofólio em um Fusca ou uma cadeirinha de bebê em uma Ferrari: simplesmente não tem nada a ver com o carro.


Talvez fique legal para um episódio do "Lata Velha" do Caldeirão do Huck. Mas convenhamos: quem sairia pelas ruas dirigindo uma Brasília com chamas na pintura? 


Por um capricho do destino, esbarrei com uma Brasília destas em uma gôndola (ou os Traficantes de Miniaturas estão ficando mais desleixados, ou eu estou ficando mais sortudo...).  O tom do Vermelho por baixo das chamas é muito bonito. Senti que teria que reativar rapidamente a oficina, apesar da atual falta de tempo.

A Mini veio para casa e nem esquentou em cima da mesa: foi direto pra desmontagem.



Uma vez separada a carroceria, foi a vez da Acetona, Cotonete e Algodão. Estava na hora de alguém eliminar aquelas chamas. 

Decidi que seria uma customização rápida. Sem Thinner, lixa ou pintura. Mas já que me dei ao trabalho de abrir a miniatura, substituir aquelas rodas douradas não me pareceu má idéia. Procurei em meio ao exílio e um Corvette da Larry's Garage me acenou vigorosamente se oferecendo como voluntário ao transplante. Pareceu ser a escolha correta.



O Resultado final ficou bem legal. O vidro fumê dá um contraste legal e ajuda a esconder o interior, que na minha opinião não é lá estas coisas.

Veja a comparação e decida o que ficou mais elegante:




Adivinha qual das duas ficou na Prateleira e qual foi morar no Exílio?

domingo, 20 de maio de 2012

Um pouco do Lincoln Futura

Não é preciso ser um grande adepto da indústria automobilistica para achar as linhas deste belo carro estranhamente familiares.
Trata-se do Lincoln Futura - carro conceito apresentado pela Lincoln em 1955.

Ainda está meio perdido? Então vamos um pouco mais ao passado, antes de avançarmos no tempo.
A Lincoln é uma companhia americana especializada em carros de luxo, pertencente à Ford Motors Company e fundada em 1915 por Henry M. Leland. Sim, o nome é uma homenagem a Abraham Lincoln.
A inspiração para o Futura veio a partir de um Lincoln Mercury do mesmo ano. Convenhamos, uma bela reestilização.

Apesar de nunca ter sido, de fato, produzido em série, não demorou muito para que a atenção de Hollywood fosse atraída pelo seu design único.Sua primeira aparição nas telas se deu no filme "It Started with a Kiss" de 1959.

Mas o papel que imortalizaria o Futura ainda estava por vir. Em 1966, quando a série de TV Batman estava por ir ao ar, um carro precisaria ser escolhido para se tornar o icônico bólido do Cavaleiro das Sombras. O Futura foi a opção lógica.

Com poucas modificações necessárias e uma pintura mais sombria, o Batmóvel da década de 60 se encaixou perfeitamente na proposta, tornando-se mais famoso que o carro que lhe deu origem.

É claro que não poderiam faltar miniaturas.  O Batmóvel é figurinha fácil entre os fabricantes existente, especialmente a Mattel. Apesar da grande demanda e de ainda assim ser considerado uma raridade, o Batmóvel de 66 foi contemplado pela Mainline da Mattel pelo menos três vezes num passado recente.

Mas e o Futura? Haveria mercado para uma miniatura do Futura? A resposta é sim, claro que sim. A Mattel conhece seu público e lançou na série Boulevard o conceito mais famoso de sua época.

Veja as comparações abaixo:









Mais uma prova de que clássicos não têm época. 

Um agradecimento especial ao colega "Nerso!" que cedeu as fotos de sua belíssima miniatura para este post.

domingo, 11 de março de 2012

Uma volta de Pencedes

"Me empresta um pen drive?". Você certamente já ouviu esta pergunta. E dependendo de quem peça, nestas horas, nada mais legal do que tirar do bolso um pen drive personalizado. Fica aquela sensação da "uau" no ar e sempre vem a pergunta "onde você comprou?".Enfim, dá aquela massageada no ego.

Como amante de miniaturas, já estava demorando pra fazer minha primeira miniatura-pen-drive. A primeira dificuldade foi escolher a mini. Por se tratar de uma primeira tentativa, decidi que uma mini de vidros escuros seria mais fácil de se utilizar, por ter mais espaço interno. O que nos remete imediatamente à Maisto, que tem quase toda a sua coleção de minis sem interior.

Se você vai fazer um pen drive, faça com estilo. Então nada melhor do que escolher uma Mercedes. Dos modelos disponíveis, a CLK GTR parece que foi feita para isto. Estilosa, espaçosa, esportiva.

O primeiro passo foi encontrar a mini.


A seguir o procedimento padrão de abrí-la.


Escolher o Pen drive vítima e abrí-lo tambem.


Um pouco de lima, paciência, durepox e pronto:


Efeito colateral interessante: o LED do Pen drive ilumina a mini de dentro pra fora.



Agora que o primeiro deu certo, outros modelos já estão na fila, aguardando por tempo e coragem para realizar a cirurgia.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Um pouco mais sobre o General Lee

Este é talvez um dos automóveis mais icônicos da história da TV e do cinema. É impossível se falar em Dodge Charger sem uma referência quase imediata ao Charger cor de laranja das ruas da Hazzard. Lançada no Brasil sob o nome de "Os Gatões", a série americana "The Dukes of Hazzard" marcou época, talvez não pelo enredo elaborado, mas pelas perseguições de carro e pelo belo bólido que chama a atenção por onde passa.

Mas você já se perguntou por que o nome General Lee para um automóvel?

São necessárias algumas referências históricas para se esclarecer. Para começar, a história (tanto da série quanto do longa-metragem) se passa no condado de Hazzard, um pequeno vilarejo ao sul do estado da Georgia.


Por se tratar de um estado tipicamente sulista, os produtores resolvaram fazer uso do nome do General Robert Edward Lee, o mais temido general das forças confederadas.



Forças confederadas? Sim, entre 1861 e 1865, os Estados Unidos viram-se envolvido em um conflito armado interno conhecido como Guerra da Secessão ou Guerra Civil Americana. Tratou-se de um conflito armado causado pelo conflito de interesses entre os Estados do Sul ( entre eles a Georgia) basicamente agrícolas - os Confederados, e os Estados do Norte, basicamente industriais - os Federalistas. A guerra terminou em 1865 com a vitória dos federalistas, garantindo a unificação dos EUA. Apesar da derrota sulista, alguns de seus personagens ganharam fama, pela determinação com que defenderam seus ideais, dentre eles o General Lee.

A bandeira na capota também não é por acaso.



Trata-se da bandeira das Forças Confederadas, também conhecida como Cruz Sulista. Você já contou quantas estrelas ela possui? Treze estrelas, o número de estados do Sul que se uniram à Confederação.

O número 01 e as portas que não se abrem são uma referência aos carros de corrida da NASCAR americana. O sucesso dos Dodge Charger na NASCAR também foram o motivo para a escolha do modelo do carro, que orinalmente seria um Mustang.

Estima-se que 321 Dodge Carger 1969 foram utilizados ao longo da série, dos quais apenas 17 não foram completamente destruídos. Estes carros encontram-se em mãos de colecionadores, em diferentes estágios de restauração.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Herbie - a aguardada customização

Faz muito tempo que este projeto estava sendo planejado. Afinal, quem nunca sonhou em ter uma miniatura do Herbie? Como já mencionei anteriormente (veja o post), estas miniaturas, além de raras, custam uma fortuna.

O jeito era me conformar ou fabricar a minha própria. O grande entrave sempre foi o detalhamento. Fazer as faixas e o número 53 com tinta é inviável.

Encontrar a miniatura ideal também não foi tarefa das mais fáceis. Apesar de ser um modelo tão corriqueiro, as miniaturas do Fusca não são encontradas em abundância. Encontrei um modelo da Maisto que se assemelha o suficiente:
Mãos a obra. O clássico banho de thinner e a raspagem da pintura para começar.


Abri mão da camada de primer porque a cor final planejada é clara e o primer cinza escurece muito o modelo. O próximo desafio foi encontrar o tom certo de branco. O branco puro é reluzente demais. Sabemos que o Herbie original é branco perolizado. Encontrei um branco-gelo em spray que se assemelha bastante. Como o primer foi dispensado, foram aplicadas camadas adicionais para proteger a pintura.


Detalhamento faz toda a diferença, então uma caneta prata se encarregou de fazer os contornos dos vidros e dos faróis. A soleira da porta ficou preta. E as lanternas traseiras, vermelhas.


É hora dos adesivos water-slide (se você já montou algum kit da Revell na sua vida, você conhece este tipo de adesivo). É possível de encontrar na internet kits do Herbie já prontos para o uso. Comprei o meu em uma feira de colecionadores.


Os adesivos são fantásticos. Aplicá-los requer uma certa dose de paciência, habilidade e sorte. Mas é importante não desistir na primeira dificuldade. O Kit vem com uma quantidade generosa de adesivos já prevendo os primeiros percalços. Depois que se pega o jeito, é uma atividade agradável e desafiadora.


Por fim, novos pisantes. Experimentei remontar a mini com as rodas originais, mas as rodas Maisto deixaram de fazer jus à sua Majestade Herbie. Pesquisei dentre as minis condenadas ao exílio por um doador compatível. Tornou-se evidente que rodas iguais às do original não seriam encontradas. Então o objetivo passou a ser encontrar rodas bonitas. Não demorou muito até que um Corvette altruísta se voluntariasse pela doação de seus membros posteriores.



E aqui está. Mais uma bela aquisição para o Hall das Celebridades.



Como estou sempre falando das celebridades, aqui vai uma foto geral dos principais componentes, com o Herbie já incluído.



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Customização Rápida: Bumblebee Camaro 1977

Já faz um bom tempo que não faço uma customização. As pausas para festas de final/início de ano abriram espaço, mas tinha que ser algo rápido.

Eu tinha a idéia na cabeça já há algum tempo. O Camaro 2010 já é um dos favoritos dos customizadores e não faltam por aí réplicas do Bumblebee, tanto dos Transformers 1, quanto 2 e 3 (eu mesmo, já me arrisquei uma vez).

Eu estava me devendo uma miniatura do Bumblebee desde que a anterior foi destruída de forma trágica (veja a triste história...) , mas não estava com muita paciência para fazer o mesmo trabalho duas vezes.

Sou um saudosista. Gosto muito do modelo 1977 do primeiro filme, que apesar de meio enferrujado, ainda mantém o charme.

O primeiro passo (e mais difícil) foi encontrar a miniatura. Por um capricho do destino, encontrei o Camaro Z28 perdido no fundo de uma gôndola numa das minhas buscas por novidades. Lançado pela Mattel em 2007 e esquecido por 5 anos sabe-se lá em que canto obscuro, de dentro de uma embalagem absolutamente surrada e maltrapliha, ele parecia gritar: "me leva, me customiza!". Não pude negar o pedido.



A parte mais trabalhosa de se fazer um Bumblebee sempre foi pintar de amarelo. Uma cor enjoada, que mancha e borra com facilidade e insiste em destacar mesmo as menores imperfeições. Desta forma, fiquei bastante feliz em poder pular esta parte.

O primeiro passo foi desmontar e retirar os adesivos com acetona.

Depois entrou em ação o durex, isolando todo o carro, exceto a região das famosas faixas. Tinta em spray preta completou o serviço.



Após desembalar a "múmia", foi só pintar os detalhes com caneta prata e... ...voilà:



Fácil, rápido, divertido e mais uma celebridade para a prateleira. Veja a comparação: