domingo, 26 de fevereiro de 2012

Um pouco mais sobre o General Lee

Este é talvez um dos automóveis mais icônicos da história da TV e do cinema. É impossível se falar em Dodge Charger sem uma referência quase imediata ao Charger cor de laranja das ruas da Hazzard. Lançada no Brasil sob o nome de "Os Gatões", a série americana "The Dukes of Hazzard" marcou época, talvez não pelo enredo elaborado, mas pelas perseguições de carro e pelo belo bólido que chama a atenção por onde passa.

Mas você já se perguntou por que o nome General Lee para um automóvel?

São necessárias algumas referências históricas para se esclarecer. Para começar, a história (tanto da série quanto do longa-metragem) se passa no condado de Hazzard, um pequeno vilarejo ao sul do estado da Georgia.


Por se tratar de um estado tipicamente sulista, os produtores resolvaram fazer uso do nome do General Robert Edward Lee, o mais temido general das forças confederadas.



Forças confederadas? Sim, entre 1861 e 1865, os Estados Unidos viram-se envolvido em um conflito armado interno conhecido como Guerra da Secessão ou Guerra Civil Americana. Tratou-se de um conflito armado causado pelo conflito de interesses entre os Estados do Sul ( entre eles a Georgia) basicamente agrícolas - os Confederados, e os Estados do Norte, basicamente industriais - os Federalistas. A guerra terminou em 1865 com a vitória dos federalistas, garantindo a unificação dos EUA. Apesar da derrota sulista, alguns de seus personagens ganharam fama, pela determinação com que defenderam seus ideais, dentre eles o General Lee.

A bandeira na capota também não é por acaso.



Trata-se da bandeira das Forças Confederadas, também conhecida como Cruz Sulista. Você já contou quantas estrelas ela possui? Treze estrelas, o número de estados do Sul que se uniram à Confederação.

O número 01 e as portas que não se abrem são uma referência aos carros de corrida da NASCAR americana. O sucesso dos Dodge Charger na NASCAR também foram o motivo para a escolha do modelo do carro, que orinalmente seria um Mustang.

Estima-se que 321 Dodge Carger 1969 foram utilizados ao longo da série, dos quais apenas 17 não foram completamente destruídos. Estes carros encontram-se em mãos de colecionadores, em diferentes estágios de restauração.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Herbie - a aguardada customização

Faz muito tempo que este projeto estava sendo planejado. Afinal, quem nunca sonhou em ter uma miniatura do Herbie? Como já mencionei anteriormente (veja o post), estas miniaturas, além de raras, custam uma fortuna.

O jeito era me conformar ou fabricar a minha própria. O grande entrave sempre foi o detalhamento. Fazer as faixas e o número 53 com tinta é inviável.

Encontrar a miniatura ideal também não foi tarefa das mais fáceis. Apesar de ser um modelo tão corriqueiro, as miniaturas do Fusca não são encontradas em abundância. Encontrei um modelo da Maisto que se assemelha o suficiente:
Mãos a obra. O clássico banho de thinner e a raspagem da pintura para começar.


Abri mão da camada de primer porque a cor final planejada é clara e o primer cinza escurece muito o modelo. O próximo desafio foi encontrar o tom certo de branco. O branco puro é reluzente demais. Sabemos que o Herbie original é branco perolizado. Encontrei um branco-gelo em spray que se assemelha bastante. Como o primer foi dispensado, foram aplicadas camadas adicionais para proteger a pintura.


Detalhamento faz toda a diferença, então uma caneta prata se encarregou de fazer os contornos dos vidros e dos faróis. A soleira da porta ficou preta. E as lanternas traseiras, vermelhas.


É hora dos adesivos water-slide (se você já montou algum kit da Revell na sua vida, você conhece este tipo de adesivo). É possível de encontrar na internet kits do Herbie já prontos para o uso. Comprei o meu em uma feira de colecionadores.


Os adesivos são fantásticos. Aplicá-los requer uma certa dose de paciência, habilidade e sorte. Mas é importante não desistir na primeira dificuldade. O Kit vem com uma quantidade generosa de adesivos já prevendo os primeiros percalços. Depois que se pega o jeito, é uma atividade agradável e desafiadora.


Por fim, novos pisantes. Experimentei remontar a mini com as rodas originais, mas as rodas Maisto deixaram de fazer jus à sua Majestade Herbie. Pesquisei dentre as minis condenadas ao exílio por um doador compatível. Tornou-se evidente que rodas iguais às do original não seriam encontradas. Então o objetivo passou a ser encontrar rodas bonitas. Não demorou muito até que um Corvette altruísta se voluntariasse pela doação de seus membros posteriores.



E aqui está. Mais uma bela aquisição para o Hall das Celebridades.



Como estou sempre falando das celebridades, aqui vai uma foto geral dos principais componentes, com o Herbie já incluído.



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Customização Rápida: Bumblebee Camaro 1977

Já faz um bom tempo que não faço uma customização. As pausas para festas de final/início de ano abriram espaço, mas tinha que ser algo rápido.

Eu tinha a idéia na cabeça já há algum tempo. O Camaro 2010 já é um dos favoritos dos customizadores e não faltam por aí réplicas do Bumblebee, tanto dos Transformers 1, quanto 2 e 3 (eu mesmo, já me arrisquei uma vez).

Eu estava me devendo uma miniatura do Bumblebee desde que a anterior foi destruída de forma trágica (veja a triste história...) , mas não estava com muita paciência para fazer o mesmo trabalho duas vezes.

Sou um saudosista. Gosto muito do modelo 1977 do primeiro filme, que apesar de meio enferrujado, ainda mantém o charme.

O primeiro passo (e mais difícil) foi encontrar a miniatura. Por um capricho do destino, encontrei o Camaro Z28 perdido no fundo de uma gôndola numa das minhas buscas por novidades. Lançado pela Mattel em 2007 e esquecido por 5 anos sabe-se lá em que canto obscuro, de dentro de uma embalagem absolutamente surrada e maltrapliha, ele parecia gritar: "me leva, me customiza!". Não pude negar o pedido.



A parte mais trabalhosa de se fazer um Bumblebee sempre foi pintar de amarelo. Uma cor enjoada, que mancha e borra com facilidade e insiste em destacar mesmo as menores imperfeições. Desta forma, fiquei bastante feliz em poder pular esta parte.

O primeiro passo foi desmontar e retirar os adesivos com acetona.

Depois entrou em ação o durex, isolando todo o carro, exceto a região das famosas faixas. Tinta em spray preta completou o serviço.



Após desembalar a "múmia", foi só pintar os detalhes com caneta prata e... ...voilà:



Fácil, rápido, divertido e mais uma celebridade para a prateleira. Veja a comparação:

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

CoolWheels de Cara Nova


Ano Novo, vida nova, layout novo.

É isso aí. Aproveitando a parada para os festejos de final de ano, aproveitamos para dar uma atualizada no layout, deixando a página mais moderna, mais agradável de ler e com a possibilidade de se colocar fotos maiores.

Aproveitando o embalo, foi criada uma nova Logomarca, pra ficar mais fácil de identificar o site.



Agradecemos a todos os frequentadores, assíduos ou não, que fizeram desta página um sucesso em 2011. Muitas novidades, matérias e tutoriais virão em 2012. Aguardem.

A todos um feliz Ano Novo, com tudo de bom que nós merecemos. Até lá.

Equipe CoolWheels

domingo, 4 de dezembro de 2011

SLS 1:60 SIKU

Já fiz uma postagem anterior, exclusivamente sobre este belo bólido. O casamento das linhas delicadas com as agressivas mostram a habilidade do fabricante em criar um desenho de harmonia visual.

Recentemente, recebi um de presente e não seria justo não exibi-lo aqui. A fabricante é a SIKU, de bastante tradição européia, como é comum das marcas alemãs.

A Miniatura é genial, começando pela cor: um tom de vermelho vivo que não vi em nenhuma outra mini antes. Jeitão de pintura automotiva.

As portas laterais se abrem e formam a silhueta de gaivota, característico do carro.

Faróis e lanternas de plástico. Uma raridade para esta escala.

Grade e símbolo dianteiros detalhados, com direito a frisos prateados.
Rodas e pneus ricamente detalhados.
Enfim, uma miniatura de dar inveja à Mattel.

Como nem tudo é perfeito, um pequeno (bem pequeno) "senão"... a escala. Como é tradição em alguns países, a escala 1:60 ao invés da 1:64 deixa a formosa miniatura muito grande quando comparada aos Hotwheels. Desta forma, fica proibitívo colocá-los na mesma prateleira.


Mas pensando que esta miniatura receberia um local de destaque de qualquer forma, não é um mal tão grande assim. A mini é fantástica e espero que a qualidade sirva de inspiração aos outros fabricantes.

domingo, 23 de outubro de 2011

As várias Faces do Charger


Este é com certeza um dos mais clássicos muscle-cars americanos. É difícil dizer "é o melhor", pois o páreo é duro entre Mustangs, Camaros, Chevelles, etc.

Mas o Charger definitivamente encontrou o seu espaço. E impondo respeito. De uma era onde consumo de combustível era uma preocupação irrelevante, seus generosos cavalos e tamanho avantajado eram uma marca registrada.

A Dodge modificou tremendamente o Charger ao longo dos anos, algumas vezes de maneira feliz e outras bastante infeliz, mas no geral acabou cometendo mais acertos que erros.

Como não poderia deixar de ser, os grandes fabricantes não poderiam deixar de oferecê-lo ao público em suas versões mais populares. Gosto não se discute - cada um que escolha o seu favorito:

O modelo original é de 1964. Um jeitão meio cupê, meio hatchback, ainda não revela o apelo esportivo que o carro vai ter, nem o ícone que vai se tornar. O estilo durou até 67, que é o modelo lançado pela Hotwheel em 2010:
Em 1968 veio a primeira mudança de estilo. Agora com a traseira bem definida e a famosa cintura afinada, o Charger marcou época. O estilo "cara-de-mau", que duraria até 1971 é a mais lembrada entre leigos, e provavelmente a mais aproveitada por Hollywood. Não por acaso, é de 1969 o inesquecível General Lee.


Mesmo ano do modelo utilizado por Nicholas Cage em "Fúria sobre Rodas".


Sem esquecer, é claro de "Velozes e Furiosos"



Modelos, não por acaso vastamente explorados pela Mattel , Maisto e Johnny Lightning.

Em 1971 nova reestilização. Na minha opinião não tão feliz. Afinal, é difícil superar um clássico.


Há de se convir que o modelo ainda mantém um certo charme. E a Mattel foi cirúrgica quanto a fidelidade ao original:

Para quem já não gostou da reestilização de 71, em 1975 a coisa desanda de vez. O charger perde a sua identidade, virando um sedan sem nenhum charme. Parece mais um 4 portas em que só lembraram de instalar 2 portas.
Não gostou? Então prepare-se para ver o Charger reduzido a um pequeno Hatchback de motor dianteiro. É o que aconteceu a partir de 1979, quando a concorrência dos japoneses e o alto preço dos combustíveis botou fim à era dos muscle-cars.

Não por acaso, os fabricantes de miniaturas nunca demonstraram grande interesse por estas duas últimas versões. Acredito que os colecionadores também não sentiram muita falta.

Em 1987, o Charger saiu de linha com este triste modelo.

Ainda deu origem a alguns conceitos, e ressurgiu em 2005 com o surgimento dos modelos nostálgicos:
O design divide opiniões. O desenho não é feio, mas um 4 portas sob o nome Charger me parece inadequado. Mas pelo menos a potência e a "cara de mau" retornaram. E as miniaturas também.


Em tempo de crise mundial com vendas e fusões da Chrysler e Dodge, é pouco provável que vejamos uma versão mais fiel do Charger, a exemplo do que foi feito com o Challenger, Mustang e Camaro. Uma pena para a indústria automobilistica e para nós, colecionadores.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Batcaverna Lotada

Para os colecionadores que se enveredam pelo mundo das sub-coleções , existe um cardápio cheio de opções, capazes de atender aos desejos de todos. Alguns tem uma prateleira só de Mustangs (ou Camaros, ou Ferraris, ou outro de sua preferência), outros, reservam um espaço especial somente para de carros de Cinema (Delorean, Ecto 1, Mach 5, General Lee, etc), em um outro canto, ficam os carros nacionais (sP2, Mavercik, Brasilia, e assim por diante.

Dentre as diversas opções – muitos têm mais de uma – talvez a mais cobiçada seja a coleção de Batmóveis. E neste ponto, até que a Mattel vêm abastecendo bem as prateleiras nos últimos tempos.

Todo mundo tem o Batmóvel da série clássica de 1966. E todo mundo concorda que ele é um dos mais bonitos na prateleira. Relançado pela última vez em 2007, conquistou os corações de todos que não o tinham. Também foi um dos primeiros da minha coleção que começou mais ou menos nesta época.

Desde então, vários modelos deram as caras. Alguns saídos de desenhos animados, outros de video-games e outros do cinema.

Uma rápida pesquisa no e-bay mostra bem o quanto vale um batmóvel. O Tumbler de Batman Begins ou o Batmóvel turbinado do filme do Michael Keaton estão na faixa de 200 a 300 reais...

Pelo menos, quanto a este último modelo, a Mattel foi, de certa forma, generosa novamente. Além dos dois modelos lançados na Mainline, este ano, o Batmóvel de 89 saiu novamente na linha Color-Shifter. Exige um pouco mais de paciência para procurar, mas com um pouco de sorte é possível complementar a sua coleção com este belo modelo. Caso você esteja curioso em saber qual a transofrmação deste color-shifter, é o aparecimento de chamas na pintura - fica um batmóvel tunado... Prefiro deixar o preto clássico.


Ano que vem, há o lançamento do terceiro e último filme desta nova safra de Batman (Dark Knight Rises), com Christian Bale. Esperamos que a Mattel nos contemple com um relançamento do Tumbler, desta vez como parte da Mainline, e não em séries especiais.